domingo, 1 de novembro de 2009

Por que não.

Desculpas para não escrever no blog:

1) Linha apocalíptica

NÃO HÁ NADA DE INTERESSANTE SOBRE O QUE ESCREVER!

2) Linha integrada

Após muito refletir acerca da questão "ter ou não ter um blog", cheguei à conclusão que fazer uso desta ferramenta é uma ótima oportunidade para compartilhar vivências e conhecimento. Pretendo, em breve, escrever sobre os livros que tenho lido, os filmes que tenho assistido, as comidas que tenho experimentado, os esmaltes que tenho usado. Vivo no século 21 e faço questão de participar ativamente do cyber espaço. Aguardem as novidades!

3) Linha niilista

Por que eu escreveria? Você acha que adiantaria alguma coisa eu contar o meu dia babaca ou expor minhas ridículas impressões-e-opiniões acerca da vida-e-do-mundo? Pensa que isso é válido, que muda alguma coisa, que dá sentido ao que quer que seja? Resposta: não.

4) Mimimi mode on

Ando tão cansada. Trabalho, faculdade, centenas de atividades, trabalhos, pesquisas, pouquíssimas horas de sono e muitíssimos copos de café têm me tornado um zumbi sem imaginação. E sem nada de bacana pra poder contar pra vocês, exceto que *suspira* as coisas andam difíceis :~

5) Linha do pai da Aline

(créditos da tirinha: Carina - espero que você não se importe em ser roubada - e Adão Iturrusgarai, que pela segunda vez disfarça a minha falta de assunto)


P.S destinado aos eventuais chatos fãs de Adorno e/ou de Nietzsche que possam passar por aqui: Eu também percebi que a "linha apocalíptica" não adequou-se bem à teoria frankfurtiana, e que a "linha niilista" ficaria (ou não) melhor colocada, que Nietzsche me despreza por usá-lo assim, de maneira fútil e sem propriedade. Mas, sei lá, dane-se. :D

sábado, 25 de julho de 2009

Descartes revisitado

E eis que, numa manhã de sexta-feira, Adão Iturrusgarai fez desse Mundo Monstro um lugar mais habitável.




domingo, 31 de maio de 2009

Passatempo

Gosto de observar fotos, e esse meu lado voyer (pois, como acredito que se verá, esse hábito pode ultrapassar a impessoal observação) costuma se empolgar com qualquer coisa. Mas, em especial, gostamos (ele e eu) de cenários. Digo 'cenários' pra generalizar. Lugares, ambientes. Íntimos, claro. Ruas, parques, bares e padarias não despertam interesse. O interior das casas, sim. Sala, quarto, cozinha.
Os olhos esquadrinham a foto e surgem constatações.
- Hm... ele tem persianas.
- Verticais.
- Lógico que tem que ser verticais. Persiana na horizontal é coisa de médico, de sala de espera.
(Pensando: gosto de persianas)
- Sofá verde. Legal sofá verde.
ou:
- Não gostei do quadro.
ou:
- Gostei do azulejo.

Quase um estudo etnográfico. E que deixa o dia mais divertido.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

All you need is love [2]

Ontem eu subia a Rua da Consolação de ônibus, a caminho da Faculdade. Quando paramos num ponto para carga e descarga, meu olhar até então distraído leu, no muro bege do cemitério:

- O amor é importante, porra.

Só isso. Sem a exclamação que costuma acompanhar palavrões. Um calmo ponto final, o ponto final que só os que têm certeza do que dizem usam.
Pensei que essa era uma coisa digna de ser fotografada, mas não pude fazê-lo porque o farol abriu e o ônibus avançou. Pena.
Porque, cazzo, ele é tão importante - ás vezes acho que é só ele que existe. Só queria a foto pra poder lembrar disso sempre.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eu faço parte

Hoje decidi checar a quantas anda a minha cota de impressão na faculdade, pra me planejar melhor em relação aos futuros trabalhos.
Choquei.
Não fui informada apenas sobre quantos dólares (?) eu já gastei dos meus créditos, mas também o impacto ambiental que esses dólares acarretaram.
Desde março, 0,33 árvores foram convertidas em perfis de Teoria da Comunicação e Jornalismo Básico I, pautas, análises de Filosofia e pesquisas. Sem contar no carbono-do-mal (quantas moléculas mesmo, duas, três?) liberado na atmosfera, que também veio contabilizado.
Se juntar todo o jornal esquecido no canto da sala, guardanapo, folhas de rascunhos etc etc etc, o trivial derruba uma ou duas dezenas de árvores até o final do ano.
Ainda atônita com a crueza exata desses 0,33 abri a minha caixa de e-mails e vi um do Greenpeace: o mundo precisa da sua ajuda. Porque eu derrubo as árvores pra depois por na geladeira um ímã que diz que eu ajudo a salvar o mundo.
Não sei.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"Não saco nada de física"

Não sei se é porque faz pouco tempo que passou, mas se tem uma coisa da qual eu tenho trauma e pela qual nutro uma grande revolta é vestibular. Sério.
Talvez o tempo passe, eu cresça, entenda, esqueça. Fale pros vestibulandos (é uma perspectiva triste, pensar que daqui a uns 20, 20 e poucos anos ainda exista vestibular, mas é realista) que é necessário, que tá certo, que "estuda e passa", que vale a pena e blablablá.
Não que eu não ache que valha a pena, que devamos invadir as coordenadorias de vestibular e queimar os cursinhos. Eu sou super a favor de estudar. E essa foi uma coisa que eu aprendi, na marra, enquanto me preparava.
Estudar é bacana. E de tudo. Sem aqueles mimimi's de não estudo tal coisa. Todas as matérias ensinam coisas interessantes, importantes, fazem a gente pensar - as aulas de Física, no cursinho, me deixavam tão pensativa quanto as de História. E essa curiosidade, esse interesse pelo conhecimento, é uma coisa que vai ser necessária sempre, não importando pra qual área se vá. Por isso é que deveríamos estudar, por nós mesmos. Mas o vestibular transforma tudo isso em tópicos, em exigências, em mercadoria, num degrau pra se alcançar o status de se estudar numa boa faculdade - além de, é claro, o curso em si ser dos melhores.
E assim todos os cientistas, filósofos, poetas e estadistas viram só aulas. Só coisinhas bobas a serem gravadas sem serem processadas, só pra passar no vestibular.
E o que é o vestibular? Cinco ou seis horas numa tarde de domingo. Nessas horinhas você deve mostrar o quão inteligente é, o quão apto a estudar numa faculdade você está.
Deve haver seleção, claro. Mas não assim, quantitativa e superficial. O vestibular, do jeito que existe, é muito cruel. É muito tenso, triste e frustrante passar um, dois anos da vida vivendo pra uma prova. Uma prova que, no final, se o concorrente tiver mais sorte, passa na sua frente. E daí azar o seu, meu filho. Volta ano que vem.


Obs: nada contra quem passa anos no cursinho pra entrar, admiro quem consegue passar tanto tempo nessa vida em busca de um sonho. Acontece que eu resolvi pendurar as chuteiras. Acho que aprendi que, pra mim, uma tarde de domingo não ia ser o fator limitante da minha vida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Futuro nunca-namorado

Hoje eu conheci mais um futuro-nunca-namorado.
Sei que não se pode lá chamar de "conhecer" esses encantamentos instantâneos e unilaterais, mas não sei como substituir "conhecer" por outra coisa. Olhei e gostei? Olhei, gostei e comecei a tecer hipóteses, passados, futuros? Conheci.
Chegou, conversou, riu. Falou, gesticulou, fez que ia embora. Foi. Eu continuei sentada, olhando ele e os amigos olharem o que horas atrás havia sido um sorvete de morango, derretido na calçada, o copinho emborcado do lado. Ele passou por cima do copinho e por cima dos meus devaneios - pra não mais voltar.